.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. ENDOMETRIOSE

. DIA INTERNACIONAL PARA A ...

. A SAÚDE DA MULHER

. A MULHER E A VIOLAÇÃO

.arquivos

. Junho 2012

. Janeiro 2012

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

ENDOMETRIOSE


A endometriose é uma patologia que se caracteriza pelo crescimento de tecido endometrial ectópico, ou seja, há crescimento de tecido semelhante a endométrio fora do útero, em locais onde não seria suposto o mesmo surgir. O mais frequente é estes crescimentos de tecido anómalo ocorrerem na região pélvica:

- miométrio (outra camada uterina)

- fundo de saco de Douglas

- ligamentos uterosagrados

- ovários

- bexiga

- intestino

- peritoneu

 

No entanto, em casos mais raros, o tecido endometrial também pode surgir noutros órgãos, como os pulmões, o cérebro, o músculo e o olho.

Estes tecidos ectópicos são estrogénio-dependentes. Assim, aquando do período menstrual, estes tecidos ectópicos sangram, podendo dar origem a hemorragia rectal ou urinária.

 

É uma doença que afecta as mulheres essencialmente no período fértil, e estima-se que afecte cerca de 10 a 12% da população. É responsável por 20 a 30% dos casos de infertilidade e por 40 a 60% das queixas de dismenorreia (dor menstrual).

 

 

Embora seja frequentemente assintomática, as principais manifestações clínicas são:

- dor pélvica crónica cíclica (coincidente com o período menstrual) ou constante - como este tecido ectópico também sofre estimulação por parte dos estrogénios, isso causa uma inflamação repetida que pode levar a fibrose e aderências das estruturas

- dismenorreia (dor menstrual) severa

- dispareunia (dor durante a penetração sexual)

- disúria (dor ao urinar)

- hematúria (sangue na urina) durante o período menstrual

- hemorragia rectal (e defecação dolorosa) durante a menstruação

- cansaço

- infertilidade

 

É frequente um diagnóstico tardio, devido aos sintomas de dor inespecíficos.

 

 

 

O tratamento vai depender da sintomatologia da mulher, do seu desejo de engravidar, da sua idade e da extensão da doença.

Podem ser usados fármacos como: contraceptivos orais, progestagénios, análogos da GnRH, danazol e inibidores da aromatase.

Em casos mais graves, pode recorrer-se à cirurgia por via laparoscópica: coagulação ou laser são usados para extirpar selectivamente todo o tecido endometrial ectópico, mantendo a capacidade reprodutiva da mulher. No entanto, as recidivas são frequentes e o único tratamento definitivo é a remoção cirúrgica de ambos os ovários (ooforectomia bilateral).

publicado por Dreamfinder às 19:27

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 25 de Novembro de 2007

DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

"Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...


Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...


Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!"

Florbela Espanca

publicado por Dreamfinder às 10:45

link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

A SAÚDE DA MULHER

Entre os grupos de risco que merecem particular atenção da Medicina Preventiva, está a mulher, ao longo das várias fases da sua vida e que devem ser marcadas por diferentes e adequados tipos de prevenção.

Até à adolescência (18 anos), as raparigas devem ser seguidas por um pediatra, que deve acompanhar o seu crescimento, no qual se destaca o início da menstruação (menarca), cuja idade média actualmente é de 13 anos.

Com o início da actividade sexual, o pediatra ou o médico de família deve reencaminhar a adolescente para consultas de planeamento familiar ou para um ginecologista. Nestas consultas deverá escolher-se o mais adequado meio de contracepção e a jovem deverá ser informada sobre as doenças sexualmente transmitidas e os comportamentos sexuais de risco a evitar.

Outra fase importante na vida da mulher é o primeiro parto, cuja idade tem sofrido um atraso progressivo, situando-se a idade média da primeira gravidez entre os 28 e 29 anos. Além da vigilância clínica da gestação, também importante a atenção do médico à forma como a gestante concilia a vida familiar com a profissional e ainda é importante efectuar a prevenção primária do cancro da mama e da obesidade.

Durante a idade adulta é fundamental o acompanhamento médico de situações clínicas como a prevenção do cancro do colo uterino (através do exame de Papanicolaou ou de uma colposcopia), patologia referente à qual somos o país da UE com maior incidência, prevalência e mortalidade; prevenção secundária do cancro da mama (através da auto-palpação mamária, ecografias e mamografias regulares a partir dos 40 anos); a prevenção da osteoporose, que afecta particularmente o sexo feminino (através de uma dieta equilibrada, exercício físico e terapêutica hormonal).

Na menopausa os cuidados médicos devem voltar a acentuar-se, dando particular atenção aos sintomas neuro-vegetativos, à osteoporose e ao risco de doenças cardiovasculares.

Por fim existem ainda questões acessórias, mas que também merecem grande atenção por parte do médico, como a violência doméstica, o contexto laboral (saúde ocupacional, doenças profissionais e ainda casos de assédio sexual no local de trabalho) ou, por exemplo, um assunto cada vez mais actual e de índole ética como é a interrupção voluntária da gravidez.

Em conclusão, a mulher é, ao longo de toda a sua evolução, uma vítima frequente de inúmeras patologias, devido às suas características tão peculiares. Exige por isso uma atenção acrescida por parte do médico que a acompanha ao longo do seu ciclo de vida e é um dos alvos principais da Medicina Preventiva, já que a prevenção faz, certamente, a diferença!

publicado por Dreamfinder às 20:42

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 7 de Março de 2007

A MULHER E A VIOLAÇÃO

 

 

O dia internacional da mulher é amanhã, 8 de Março e não o podia deixar passar em branco, como mulher que sou. Relembrando que a primeira mulher licenciada em Medicina em Portugal foi "Elisa Augusta da Conceição Andrade" em 1889.

Mas quis falar ou mesmo dedicar um tema que é incómodo por natureza, mas talvez porque é frequente, infelizmente, se calhar porque me assusta tanto, a "violação", e quem não pensou alguma vez na vítima a quem acontece o inimaginável, uma injusta e violenta experiência, pensando podia ser eu.

Violar é um acto de crueldade, é como mutilar o corpo e mais grave a alma de alguém. As dores de alma são muito mais difíceis de curar, mais do que as do corpo.

Um dos problemas mais graves que surge como um efeito secundário de uma violação é a dificuldade em falar sobre o assunto. A mulher violada separa-se dos outros, afasta-se do mundo e fica mais só, à beira do abismo.

A violação é feita normalmente por desconhecidos que pode ter desfecho trágico, mas por vezes, até por amigos, namorados, maridos, até ao ataque numa rua escura por um estranho.

Ao ficar consciente desta realidade, para a prevenção de qualquer mulher, o que se deve fazer e a quem se deve recorrer para obter ajuda em caso de violação, de olhos bem abertos e conscientes dos riscos que por vezes se corre, li num qualquer artigo de jornal que alguém escreveu, o que se deve fazer para que o violador possa ser capturado:

Não se lave, não tome banho, nem escove o cabelo.

Guarde as roupas que usava num saco de papel ou, se não o tiver, em papel de embrulho ou de jornal, porque o plástico deteriora as provas.

Conserve todos os objectos com que o violador tenha entrado em contacto, nem que seja a ponta de um cigarro.

Não toque em nada no local onde ocorreu a violação.

Dirija-se ao hospital mais próximo, para receber o tratamento adequado e sujeitar-se à peritagem.

Apresente queixa na esquadra da PSP, piquete da PJ, posto da GNR, ou no Tribunal, o mais rapidamente possível.

Procure principalmente apoio psicológico.

 

Depois do choque do acontecimento coloca-se a questão inevitável, fazer ou não a denuncia. Muitas são as vítimas que permanecem em silêncio. Por medo, culpabilização, vergonha e, por outro lado, uma mulher sente-se extremamente exposta numa esquadra; receio dos juízos de valores, os comentários… É demasiado penoso. Além que temos em geral descrença no sistema judicial, a mulher pensa que não vale a pena, que não há provas. Se o processo fosse célere e o criminoso penalizado, isso ajudava à recuperação, mas é justamente ao contrário, a mulher põe os prós e os contras na balança e desiste.

A recuperação assemelha-se ao processo de luto, porque quem é violado sente que lhe foi retirado algo sem o seu consentimento, quanto mais não seja a sua própria dignidade e auto-estima.

Primeiramente instala-se o choque, não se quer acreditar e pode-se até negar a situação, quer isolar-se, chora muito e pode até ter insónias, que pode levar à falta de apetite, a emagrecer, ter dores de estômago, de cabeça, ou seja um ciclo vicioso; se consegue dormir tem pesadelos, quanto mais cedo procurar ajuda, maior a probabilidade de voltar a viver melhor.

Depois vem a culpabilização, em que a vitima se interroga acerca daquilo que poderá ter feito para despoletar a situação ou como poderia tê-la evitado. Segue-se a raiva e o desejo de vingança, o querer punir o violador.

Por fim, vem o processo de aceitação, onde tem de reaprender a viver com aquilo que aconteceu. Apesar de ficar sempre mágoa, marcas psicológicas para sempre, mas pelo menos tentará viver com essa tristeza.

Dificilmente alguma vez a violação deixará de existir, mas um modo de tentar acabar com este pesadelo é começar desde cedo a dar Informação à sociedade em geral. Só há uma grande perda absoluta, a morte. Pode ser esta a solução, lembrar à vítima, que há pior, que teve uma perda, um grande sofrimento, mas não foi absoluta.

Que não foi o fim do mundo, apenas pareceu o fim do mundo. É extremamente difícil recuperar o equilíbrio perdido, mas a mulher deve voltar a acreditar que pode haver um futuro melhor.

 

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta,

é sempre uma derrota.”

Jean Paul-Sartre

 

publicado por Dreamfinder às 19:14

link do post | comentar | favorito

.links